O Grupo Oficcina Multimédia pertence à Fundação de Educação Artística desde 1977 quando foi criado pelo compositor Rufo Herrera no Curso de Arte Integrada do XI Festival de Inverno da UFMG. O espetáculo "Sinfonia em Ré-fazer" (1978) inaugurou a linguagem multimeios e, pela primeira vez, levou para o palco os instrumentos de Marco Antônio Guimarães (UAKTI) integrados ao texto, movimento e material cênico. Desde 1983, sob a direção de Ione de Medeiros, o Grupo mantém um permanente trabalho de corpo, voz, rítmica corporal e pesquisa de material cênico, no processo de elaboração de seus espetáculos. Os diversos espetáculos montados desde então, gradualmente foram configurando o atual perfil do GOM, que hoje se define pela consolidação da multiplicidade da informação; pela elaboração não-hierárquica entre os diversos elementos da linguagem multimeios; pela flexibilidade na busca de fontes referenciais para as montagens; pela liberdade de expressão criativa sempre fiel à experimentação e ao compromisso com o risco; e por uma concepção de grupo onde o repertorio de cada montagem é o resultado da participação criativa de todos integrantes do elenco. Como resultado, conquistamos o respeito do publico e vários espetáculos do grupo estiveram presentes em diversos eventos culturais, além de representar o país em festivais nacionais e internacionais no Brasil e no exterior. O GOM idealizou e promove o Verão Arte Contemporânea, Bienal dos Piores Poemas e Bloomsday, eventos realizados na cidade de Belo Horizonte/MG.
Data:
03 a 06 de maio
quinta-feira às 21h
sexta-feira às 19h e 21h
sábado às 19h e 21h
domingo às 18h
Local:
Galpão Cine Horto (Rua Pitangui, 3613, Horto)
Informações: 3481-5580
Preço:
R$ 10,00 inteira
R$ 5,00 meia
Aguardem as datas das proximas apresentações na cidade de São Paulo.
Datas:
01, 02, 03 e 04 de março
quinta-feira às 21h
sexta e sábados às 19h e 21h
domingo às 20h
Local:
Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto (Rua Humaitá 163, Bairro Humaitá)
Preço:
R$10,00 (inteira) e R$5,00 (meia)
"As últimas flores do jardim das cerejeiras" é um espetáculo imagético inspirado na obra "O Jardim das Cerejeiras", de Anton Tchekhov (1860-1904) cujo tema gira em torno dos conflitos sociais que marcaram a Rússia do final do século XIX. A partir de elementos plásticos, visuais e sonoros, queremos abordar um momento histórico, que desencadeou não só a revolução russa de 1917, como também antecipou as grandes rupturas e transformações filosóficas do século XX.
O eixo central do espetáculo é um labirinto que simbolicamente representa um espaço de difícil saída e abriga o Minotauro, monstro devorador que se alimenta de suas vítimas. Este ser híbrido, metade homem, metade animal, surge como uma figura emblemática, síntese da morte que se alastrou por todos os lados. Morrem as cerejeiras em flor, morre a aristocracia russa, cercada de pompa, o luxo e a ostentação; morrem nobres, reis e rainhas, adultos e crianças, anunciando a falência de uma classe hegemônica e requintada. Assiste-se o surgimento de novos ricos proprietários que assumem o poder repetindo erros antigos e instalando uma nova hierarquia deslocada e igualmente autoritária.
Simbolicamente as gueixas surgem como uma proposta estética, tendo no culto das artes, um veiculo de sensibilização e de reflexão, capaz de contribuir para o advento de uma nova era. Como diz Trofimov, personagem de O Jardim das cerejeiras:
"Se quisermos de fato viver verdadeiramente o presente, então primeiro temos de expiar o passado, temos de liquidá-lo; e só podemos expiá-lo com sofrimentos e um trabalho infatigável e intenso."
Classificação etária: 12 anos.
Duração: 50 minutos
Limite de público para apresentação do espetáculo: 50 pessoas por sessão.