A peça, dirigida
por Ione de Medeiros, faz uma homenagem aos 30 anos de atividades
do GOM, com o uso de elementos cênicos de outras montagens
do grupo para reforçar a própria pesquisa de linguagem
multimeios e sua identidade cultural.
O
mote do espetáculo é o quadro Abaporu (1928) Homem
que come, de Tarsila do Amaral, marco do Modernismo brasileiro,
como uma pintura híbrida justapondo a arte modernista européia
do início do século XX e o imaginário folclórico
do Brasil. Ione de Medeiros explica que cenicamente é abordado
o sagrado e o profano, a partir de uma topografia antropofágica
com personagens iconográficos e símbolos intercambiáveis.